Arteterapia

A arte e o transtorno mental

A pessoa que sofre com tormentos em sua mente, sente-se como se estivesse em outro mundo, um mundo cheio de informações, símbolos, arquétipos e situações hipotéticas. Muitas vezes sufocada por pressões da vida, pois não consegue lidar com tanto sentimento e emoção do dia a dia.

Ainda existe as marcas do inconsciente coletivo, onde muitas vezes essas pessoas não conseguem se relacionar com os demais, justamente por não conseguirem organizar seus pensamentos.

As expressões criativas, através da pintura, por exemplo, é eficaz no processo de trazer esses tormentos para fora e assim reconhecê-los e aprender a lidar com eles.

Nise da Silveira conseguiu um grande feito no Centro Psiquiátrico Engenho de Dentro, hospital localizado no estado do Rio de Janeiro, quando deu acesso aos pacientes/clientes as tintas e telas, assim como a argila e o barro, onde os doentes da alma e da mente podiam transportar seus anseios, medos, inseguranças, traumas e confusões mentais em expressões artísticas, aliviando suas mentes.

A pintura e a modelagem tinham em si mesmas qualidades terapêuticas, pois davam forma às emoções tumultuosas, despotencializando-as, objetivando forças autocurativas que se moviam em direção à consciência, isto é, a realidade. (SILVEIRA, 1992, p. 16).

A arte é, portanto, uma saída de imenso valor para qualquer pessoa, no caso em questão, pacientes psiquiátricos. Todas as manifestações artísticas são excelentes aliadas à psiquiatria.

Se todos os hospitais psiquiátricos, ou residenciais de curta ou longa permanência utilizassem a arte em seus pacientes/clientes, a cura poderia não ser alcançada, mas com certeza a qualidade de vida e o bem-estar dessas pessoas estaria garantido.

A arteterapia pode ser aplicada em diferentes momentos e locais. E para diferentes públicos.
Os benefícios são enormes envolvendo qualidade de vida e melhora da autoestima.
No entanto para esse público com tormentos psiquiátricos ela possui uma importância enorme, devendo ser usada sempre que possível, não deixando os medicamentos, mas aliando-se a eles.

 

Referência Bibliografia:

TOMMASI, S. M. B. 0200. São Paulo: Vetor, 2005

SILVEIRA, N. O mundo das imagens. São Paulo: Ática, 1992

Texto escrito pela: Samantha Briant para o Instituto Freedom.

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