Perspectivas junguianas sobre os vínculos no mundo contemporâneo
vínculos na clínica, na cultura e na vida
Nunca estivemos tão interligados e, ao mesmo tempo, tão expostos à solidão, à fragmentação e à fluidez dos vínculos. A diversidade de formas de amar, as novas configurações familiares, a redefinição de papéis de gênero e o impacto da tecnologia na intimidade remodelam profundamente nossas relações.
O Freedom Day 2026 será um espaço para refletir sobre amor, conexão e separação como movimentos inevitáveis da vida psíquica, em suas dimensões individual, simbólica e coletiva, sempre com o rigor conceitual e a profundidade que caracterizam o Instituto Freedom.
O Freedom Day é um evento internacional bi-anual que reúne psicólogos, profissionais de áreas afins e interessados em Psicologia Analítica para refletir sobre os grandes desafios de nosso tempo à luz da obra de C.G. Jung e seus desdobramentos contemporâneos.
Com centenas de participantes e convidados nacionais e internacionais, o Freedom Day se consolidou como um espaço de diálogo interdisciplinar, ético e simbólico.
Em 2026, celebramos uma edição histórica de 10 anos, reforçando nossa missão de ampliar o alcance da Psicologia Analítica no Brasil e no mundo.
O Freedom Day é o encontro bi-anual do Instituto Freedom com a comunidade junguiana e todos aqueles interessados em refletir sobre a vida psíquica e cultural de nosso tempo.
O Instituto Freedom nasceu com a missão de formar, difundir e sustentar a Psicologia Analítica no Brasil com profundidade, ética e sensibilidade simbólica. Nestes 10 anos, se tornou um espaço de referência, conectando clínica, cultura e organizações a partir da obra de Jung e seus desdobramentos contemporâneos.
Amar, conectar e separar como movimentos inevitáveis da vida psíquica, compreendidos em suas dimensões individual, simbólica e coletiva.
Diversidade de formas de amar, novas configurações familiares, redefinição de papéis de gênero e o impacto da tecnologia na intimidade.
Reflexões que atravessam a prática clínica, a experiência cultural e a vida cotidiana, sempre com base ética e rigor conceitual.
Encontros e desencontros, vínculos que se constroem e se desfazem, como vivê-los com autenticidade e consciência.
Perceber que a qualidade dos laços externos é inseparável da relação que cultivamos com nosso mundo interno.
Com a presença de palestrantes nacionais e internacionais, o evento promove um diálogo vivo e plural.
Presencial em São Paulo
Hotel Pullman - Vila Olímpia
14 e 15 de março de 2026
Palestras e Mesas Temáticas
Clique nos palestrantes para conhece-los:
Fanny Brewster Dr. Brewster é analista junguiano em consultório particular na Filadélfia. Ela possui doutorado em psicologia clínica pelo Pacifica Graduate Institute e é graduada pelo C.G. Jung Institute de Nova York e é psicanalista licenciado pelo estado de Nova York e psicólogo escolar certificado. É autora de vários livros, incluindo: “O Complexo Racial: Uma Perspectiva Jungiana sobre Cultura e Raça”, 2019; “Luto arquetípico: o legado da escravidão na perda intergeracional de crianças”, 2018; e “Afro-americanos e psicologia junguiana: deixando as sombras”, 2017.
bell hooks e o Pensamento Junguiano
Fanny Brewster Há uma imensa riqueza de possibilidades para nós hoje, ao considerarmos como podemos crescer mais profundamente no amor, na imaginação da Psique e em nossas conexões familiares.
Como pessoas negras, passamos séculos aprendendo a nutrir nosso mundo interior enquanto o Coletivo externo falava apenas àquilo que considerava ser nossa “sombra cultural”.
Em nossa compreensão mais profunda, confiamos que o amor-próprio e o poder da família, tanto biológica quanto estendida, nos fortalecem para aprofundar a consciência. Assim, podemos cultivar um amor autêntico e imaginal que cura e perdura através das gerações. Isso está a serviço da cura dos traumas intergeracionais.
bell hooks, por meio de sua energia feminina, de seus escritos e de sua presença, nos ofereceu um caminho para expandir o amor consciente em nós e em direção ao outro.
A psicologia junguiana, por sua vez, também ofereceu uma direção para o autocuidado e a cura.
A união entre bell hooks e a prática junguiana nos abre uma via profundamente rica para o aprofundamento do amor.
Convido você a estarmos juntos para explorar os caminhos para o Amor.
Geni Núñez Ativista indígena guarani, escritora e psicóloga. Tem pós-doutorado no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP). É doutora no Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas pela Universidade Federal de Santa Catarina (PPGICH/UFSC). É membro da Comissão de Direitos Humanos (CDH), do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e da Articulação Brasileira de Indígenas Psicólogos/as (Abipsi). É coassistente da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY). Autora dos livros Descolonizando Afetos (2023), Jaxy Jaterê (2023) e Felizes por enquanto (2024).
Geni Núñez A palestra abordará o tema das monoculturas do pensamento e seus efeitos, sobretudo na dimensão dos binarismos. Monocultura, para Ailton Krenak, é a imposição monolítica de apenas um mundo contra todas as demais formas de existências. Antagônica à floresta, que é caracterizada pela diversidade, a monocultura busca impor um único caminho que normatize e homogeneize a singularidade e diversidade de cada ser. Abordaremos as dimensões fundamentais do sistema de monocultura, como a monocultura da fé, dos afetos, da sexualidade e da terra.
Tema em breve
Palestra 2 Descrição em breve
Alexandre Coimbra Alexandre Coimbra Amaral é psicólogo, escritor best-seler, palestrante e consultor em saúde mental corporativa. Mestre em Psicologia pela PUC do Chile, atua há mais de 20 anos apoiando executivos e organizações na criação de ambientes de trabalho saudáveis, inovadores e sustentáveis, onde saúde mental é compreendida não apenas como cuidado individual, mas como estratégia central de negócios. Autor de seis livros de grande impacto – entre eles toda ansiedade merece um abraço – e criador do podcast Cartas de um Terapeuta, um dos mais ouvidos do Brasil.
Alexandre Coimbra Nesta palestra, Alexandre Coimbra explora os territórios psíquicos e afetivos onde o amor, em vez de nutrir, começa a adoecer. Partindo de uma leitura sensível dos vínculos humanos, ele discute como relações abusivas se instauram, quase sempre de forma silenciosa, através de dinâmicas de poder, idealizações, carências e repetições inconscientes.
A partir da perspectiva junguiana da sombra, Alexandre investiga como aspectos negados de nós mesmos podem ser projetados no outro, criando relações que ferem, aprisionam e nos distanciam de nossa potência vital.
Ao mesmo tempo, traz luz para caminhos possíveis de reconhecimento, reconstrução interna e resgate da autonomia emocional.
Uma reflexão profunda, necessária e compassiva sobre como cuidar de si quando o amor se torna lugar de ferida e sobre como transformar a dor em possibilidade de consciência e liberdade.
Ana Maria Galrão Rios Psicóloga, especialista em Cinesiologia Psicológica e em Jung e Corpo. Instituto Sedes Sapientiae, SEDES, Brasil.
Doutora e Mestre em Psicologia Clínica pela PUC, na área de Estudos Junguianos.
Atua principalmente nos seguintes temas: psicologia clínica, desenvolvimento psicológico, psicologia analítica, calatonia, trabalho corporal em psicoterapia e Jung.
Alex Rocha Psicólogo Clínico em São Paulo. Tem especialização em Psicologia Analítica e em Psicologia Sistêmica. É professor e supervisor em Psicoterapia de Crianças.
Mateus Martinez Psicólogo com aprimoramento clínico (PUC-SP), especialista em Religiosidade e espiritualidade na prática clínica (PUC-RS), mestre e doutor em psicologia social (IP-USP). Realizou doutorado sanduíche na Univesity of Northampton (Inglaterra) e cursou o Further Education in Analytical Psychology no Instituto C. G. Jung de Zurique. É membro de grupos de pesquisa em psicologia da religião, psicologia das experiências não-ordinárias e psicologia junguiana. Atende crianças, adolescentes e adultos.
As faces da morte do ponto de vista da criança
A mesa propõe refletir sobre a morte como a experiência-limite da perda, o momento em que os laços afetivos se rompem de forma irreversível. Sob o olhar da Psicologia Analítica, o foco recai sobre o ponto de vista da criança: a morte dos pais, a própria morte e o matar, concreto e simbólico, trabalhando a reconexão com o aspecto trágico da existência.
Carmen Livia Parise Psicóloga clinica, analista pelo ijusp, ajb e iaap, diretora administrativa do ijusp, co- coordenadora do Arqué – Núcleo de Psicologia Arquetípica do ijusp e do Departamento da diversidade sexual e gênero da AJB e membro do Coletivo Aisthesis
Cris Vianna Amaral Uma das idealizadoras e fundadoras do Movimento Feminista da Psicologia Complexa. Distribuidora de sorrisos, é jornalista, pós-graduada em Psicologia Junguiana e analista integrante do Cejaa, do coletivo Apotecárias e habitante da OCA. A mãe do Mariano é devota do tempo e do movimento. Gosta muito de passarinhar, mas ainda mais de fazer ninho. ‘Minha vida é escutar e (re)escrever a vida com as mulheres para compor um mundo melhor.’
Érica Matos dos Santos Psicóloga e Analista Junguiana, Codiretora de Comunicação do Instituto de Psicologia Analítica da Bahia, Associação Junguiana do Brasil (AJB) e da International Association for Analytical Psychology (IAAP) e Coordenadora do Departamento da Diversidade Sexual e de Gênero.
Pós-graduada em Direito Homoafetivo e Gênero, na Universidade Santa Cecília e em Psicologia da Descolonização, Instituto Parentes de Ceará.
Vínculos para além do amor romântico
Uma reflexão sobre a amizade e a irmandade entre mulheres como força simbólica e política capaz de desafiar o patriarcado e ressignificar o amor. A palestra propõe pensar os vínculos femininos para além do amor romântico, como espaços de empatia, generosidade e transformação — caminhos para um mundo em que a cooperação substitui a rivalidade.
Camila Novaes Psicóloga clínica junguiana.
Doutora pelo Departamento de Estudos Psicossociais e Psicanalíticos da Universidade de Essex, na Inglaterra, e Mestre em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Estudos Junguianos da PUCSP.
Coordenadora do Curso de Pós-Graduação em Psicossomática Junguiana do Instituto Freedom.
Relações abusivas e a sombra do vínculo
O amor, força criadora e transformadora, também pode revelar sua face sombria, quando se converte em domínio, submissão e perda da identidade. Nesta mesa, refletiremos sobre as tramas psíquicas que unem vítima e agressor, o ciclo de violência e a dependência emocional que aprisiona o desejo sob o medo da rejeição. Exploraremos como o amor pode se degradar em autodestruição e como o enfrentamento dessa dor pode abrir caminhos para o resgate da dignidade, da autonomia e da capacidade de amar.
Pema e Thiago Pema e Thiago são parceiros de vida há 19 anos e têm três filhos.
Nos últimos 10 anos, se dedicam ao Intimidade Inconsciente, oferecendo suporte ao amadurecimento da intimidade e da sexualidade.
Atuam a mais de duas décadas, em uma jornada contínua de autoconhecimento acompanhada por práticas espirituais.
Ambos têm longa trajetória em Gestalt Viva e Psicologia Sistêmica, além de formação em terapias corporais neo-reichianas, terapias orgásticas, sexologia e abordagens voltadas ao desenvolvimento dos vínculos afetivos, bem como ao cuidado com traumas e distúrbios de apego.
Priscilla Melão Psicóloga Pós-Graduada em Sexualidade Humana/Sexologia, Pós-Graduada em Psicoterapia Analítica e Abordagem Corporal (Jung & Corpo) e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas.
Certificada em Coaching com reconhecimento internacional pelo ICC – International Coaching
Community.
Focada atualmente no atendimento clínico em psicoterapia analítica de abordagem corporal, sexologia, terapia sexual e educação sexual.
Facilitadora de jogos de autoconhecimento e palestrante.
Atendimento individual adulto presencial e online.
Experiência de 20 anos em Recursos Humanos de empresas nacionais e multinacionais, com ênfase em Desenvolvimento Humano e Organizacional.
Intimidade, Erotismo e Transcendência
Vivemos tempos em que o amor romântico se propõe à tarefa impossível de suprir todas as necessidades afetivas e relacionais de um ser humano fragmentado pelas rotinas modernas. Esse cenário é quase sempre acompanhado por uma sexualidade limitada por padrões mecânicos ou normativos.
Nesta mesa, compartilharemos o potencial de uma abordagem viva e possível para os relacionamentos íntimos atuais, à qual damos o nome de Relacionamento Vivo. É um convite a observar o relacionamento íntimo como um espaço em que o olhar para si é uma necessidade básica, não só para o bom funcionamento da relação, mas também para a saúde integral de quem se coloca em vínculo.
Todo encontro íntimo é uma relação intensa, polarizada e inevitavelmente marcada pelo confronto entre as dimensões do eu e do outro, onde liberdade e segurança, autonomia e interdependência, presença e alteridade se tensionam e se revelam numa dança inconsciente que anseia por ser iluminada. Navegar essa dança exige estrutura interna, escuta simbólica e uma disposição real para o crescimento conjunto.
Na construção de uma dinâmica de dedicação mútua e colaborativa, a relação pode sustentar voos mais altos, que alcançam dimensões mais sutis da existência, alimentam a vida de significado e possibilitam uma celebração vital e mais profunda pelo Amor Erótico dos amantes.
Rangel Fabrete Psicólogo clínico, supervisor, Especialista em Psicologia Analítica, Mestre em Psicologia Psicossomática. Membro candidato Analista Junguiano AJB/IAAP no IJUSP. Docente e coordenador da Pós Graduação Psicologia Analítica com ênfase em Mitologia, Contos e Artes e do Curso de Extensão em Psicologia Analítica no Instituto Freedom.
Alex Rocha Psicólogo Clínico em São Paulo. Tem especialização em Psicologia Analítica e em Psicologia Sistêmica. É professor e supervisor em Psicoterapia de Crianças.
Patricia Teixeira Analista Junguiana em formação pelo IJUSP. Psicóloga com especialização em abordagem junguiana, mestre em psicologia clínica na área junguiana, ambos pela PUC-SP. Professora de teatro formada pela UNI-RIO com especialização no método Stanislavski de Teatro pelo GITS em Moscou. Especialização em Direção Teatral pela Escola Célia Helena. Diretora da Cia. Coexistir de Teatro com a pesquisa de mitos em cena, a partir da relação entre mito, rito e psique no processo do ator. Ganhou o prêmio de melhor espetáculo em 2014 pela crítica paulistana com a “Jornada de Orfeu” dentro do Cemitério do Redentor. Professora da PUC-RJ, CAL-RJ, UNIP-SP, Instituto Freedom-SP, Oficinas Culturais da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Autora das técnica expressivas – “Narrativas psico-históricas” e “Performance do Mito”. Organizadora do eixo temático “Formação, prática e técnicas do artista teatral” da Coleção Artes da Cena da Editora Paco.
Dificuldade e criatividade nos relacionamentos amorosos
Entre o desejo de ser salvo e a dor de se desiludir, o amor revela seus paradoxos mais profundos. Esta reflexão propõe uma leitura junguiana das relações amorosas como espaços de confronto com a sombra e de possibilidade criativa. Nas rupturas e reencontros do afeto, a psique busca novas formas de se relacionar consigo e com o outro, transformando o sofrimento em consciência e o fim em começo.
Sandra Souza Psicóloga, Psicopedagoga, Especialista em Gestão de Pessoas pela Fundação Dom Cabral (FDC). Analista Junguiana em Formação pelo Instituto Junguiano de São Paulo (IJUSP/AJB/IAAP). Parte de sua trajetória envolve o trabalho como Business Partner e Executiva na área de Recursos Humanos, tendo atuado em empresas nacionais e miltinacionais em vários segmentos. Atualmente trabalha como Psicóloga e Supervisora Clínica, Consultora de Carreira e Docente e sua área de pesquisa envolve temas relacionados à inclusão, diversidade e cultura organizacional.
Priscilla Melão Psicóloga Pós-Graduada em Sexualidade Humana/Sexologia, Pós-Graduada em Psicoterapia Analítica e Abordagem Corporal (Jung & Corpo) e Pós-Graduada em Gestão de Pessoas.
Certificada em Coaching com reconhecimento internacional pelo ICC – International Coaching
Community.
Focada atualmente no atendimento clínico em psicoterapia analítica de abordagem corporal, sexologia, terapia sexual e educação sexual.
Facilitadora de jogos de autoconhecimento e palestrante.
Atendimento individual adulto presencial e online.
Experiência de 20 anos em Recursos Humanos de empresas nacionais e multinacionais, com ênfase em Desenvolvimento Humano e Organizacional.
afetos, projeções e transformações no espaço profissional
Esta mesa propõe refletir sobre o vínculo amoroso que se estabelece entre o sujeito e o trabalho campo fértil de idealizações, frustrações e desejos de realização.
À luz da Psicologia Analítica, as relações profissionais revelam um tecido de afetos inconscientes onde amor, ódio e exaustão coexistem.
Entre o fazer e o sentir, o trabalho pode tornar-se espelho da alma e espaço de transformação simbólica, onde cada encontro carrega potencial de cura e autoconhecimento.
Fabio Villar Fabio Villar é médico formado pela Faculdade de Medicina da USP, psiquiatra pelo IPq do HC-FMUSP, analista junguiano pelo IJUSC-AJB-IAAP; atua como psicoterapeuta de adultos, casais e famílias. Dedica-se ao estudo das deficiências, das questões de gênero e em especial do cuidado paterno, tanto por interesse e necessidade, a partir de sua experiência pessoal enquanto pai e padrasto de quatro crianças.
Adilon Harley Machado Fabio Villar é médico formado pela Faculdade de Medicina da USP, psiquiatra pelo IPq do HC-FMUSP, analista junguiano pelo IJUSC-AJB-IAAP; atua como psicoterapeuta de adultos, casais e famílias. Dedica-se ao estudo das deficiências, das questões de gênero e em especial do cuidado paterno, tanto por interesse e necessidade, a partir de sua experiência pessoal enquanto pai e padrasto de quatro crianças.
Denise Mathias Denise Mathias, Psicologa formada em 1975 e terapeuta de crianças, adolescente e adulto. Especialização em terapia de casal e família. Mestrado em psicologia analítica (PUC). Professora do curso JUNG CORPO entre 1987 e 2017.
Gênero, raça e classe
Os vínculos amorosos e sociais do presente são atravessados por transformações profundas nas concepções de masculinidade, feminilidade e diferença. Esta reflexão aborda o amor e a separação como experiências que se dão no limite entre o eu e o outro, onde o encontro com a alteridade desafia estruturas de poder, desigualdade e preconceito. A partir da Psicologia Analítica, o diálogo propõe pensar Eros e Logos nos tensionamentos contemporâneos, reconhecendo que todo processo de consciência exige atravessar separações sociais e psíquicas.
Fanny Brewster Dr. Brewster é analista junguiano em consultório particular na Filadélfia. Ela possui doutorado em psicologia clínica pelo Pacifica Graduate Institute e é graduada pelo C.G. Jung Institute de Nova York e é psicanalista licenciado pelo estado de Nova York e psicólogo escolar certificado. É autora de vários livros, incluindo: “O Complexo Racial: Uma Perspectiva Jungiana sobre Cultura e Raça”, 2019; “Luto arquetípico: o legado da escravidão na perda intergeracional de crianças”, 2018; e “Afro-americanos e psicologia junguiana: deixando as sombras”, 2017.
Bruno Correia da Mota Psicólogo (06/137686) e Mestre em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (PPGPSI-UFRRJ). Docente do curso de psicologia da Universidade Brasil e Coordenador Regional Sudeste da Articulação Nacional de Psicólogas (os) Negras (os) e Pesquisadoras (es) – ANSINEP. E vice-líder do Laboratório de Psicologia e Informações Afro-Descendentes (LAPSIAFRO) da UFRRJ-CNPQ.
Francisco Carlos Gomes Em Breve
Como Amamos e Como Somos Separados
Os complexos psicológicos e as questões de apego estão presentes em nossas vidas desde os primeiros estágios do desenvolvimento infantil. De certo modo, eles se movem e interagem de forma bastante paralela. O ambiente doméstico e as influências parentais vão criando vínculos e desconexões enquanto crescemos. Em seguida, as influências do ambiente social se somam aos complexos que passam a dominar a vida interior à medida que entramos na vida adulta.
Nosso trabalho psicológico na idade adulta consiste em aprender sobre nosso funcionamento interno, como podemos ser nossa melhor versão em termos de amor-próprio, cuidado e relacionamentos com os outros. O complexo racial, sobre o qual há pouca literatura, é um estado importante que nos molda e nos acompanha à medida que formamos e rompemos vínculos com os outros no coletivo. Juntos, exploraremos como esse processo atua em nível individual, dentro dos grupos culturais e dentro do coletivo.
Adilon Harley Machado Graduado em Medicina – Universidade José do Rosário Vellano – UNIFENAS-BH Especialista em Psiquiatria – Faculdades Unidas do Norte de Minas – FUNORTE Especialista em Psicologia Analítica e Corporal – Instituto Sedes Sapientiae Mestrado em Psicologia Clínica – PUC/SP (em andamento). CRM-SP 170.641
Gustavo Pessoa Analista membro da SBPA e IAAP, mestre e doutorando em psicologia clínica pela USP, autor e escritor.
Linn da Quebrada Em breve
Os vínculos mediados pelo digital
No mundo contemporâneo, as tecnologias moldam nossos modos de amar, pertencer e nos relacionar. Entre a promessa de conexão e a experiência de solidão algorítmica, surge um novo território psíquico: a intimidade mediada por telas. Esta mesa propõe um olhar junguiano sobre os vínculos digitais, suas potências e armadilhas, investigando como a sombra coletiva se expressa nas redes sociais, nos aplicativos de relacionamento e nas formas de exposição e desejo que configuram o imaginário atual.
Célia Brandão Psicóloga formada pela USP . Analista Junguiana,, membro da SBPA . Analista de casais , adultos e adolescentes. Organizadora de livros: Família e Identidade, Clínica na Pandemia e co-autora em livros sobre Empresas Familiares e outros temas da Psicologia Analítica. Participa do Curso de formação de analistas da SBPA como coordenadora de seminários e supervisora.
Psicóloga. Psicoterapeuta de Casal e Família, com formação pelo Núcleo de Casal da SBPA e especialização em Terapia Familiar e de Casal pelo Instituto J.L.Moreno. Titulação: Analista pelo Curso de Formação da SBPA (Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica). Membro da SBPA e da IAAP.
Relações abusivas e a sombra do vínculo
Na primeira, será apresentada uma leitura arquetípica da dinâmica abusiva no casal, correlacionando-a ao mito de Narciso em sua expressão mais arcaica, especialmente à violação de Liríope por Céfiso. Nessa configuração simbólica, a relação é dominada por conteúdos sombrios que buscam a submissão e a restrição do outro. Céfiso, deus-rio, representa os aspectos arquetípicos dominadores, esmagadores e narcísicos, podendo atingir graus extremos de violência por meio do sadismo. Liríope, sua polaridade complementar, é apresentada como a ninfa que se deixa esmagar, incapaz de acionar seus próprios recursos psíquicos, de marcar presença ou se diferenciar, permanecendo em uma condição de subdesenvolvimento psíquico no vínculo e negando a violência que sofre.
Na segunda perspectiva, será explorado como essa dinâmica arquetípica de Céfiso e Liríope se manifesta concretamente na vida cotidiana de um casal, revelando seus padrões relacionais e suas repetições no campo da experiência real.
Por fim, a terceira perspectiva apresentará os danos psíquicos em uma mulher de 55 anos, decorrentes de uma relação abusiva prolongada. Esses resultados foram obtidos por meio de procedimentos técnicos psicológicos, evidenciando uma correspondência consistente entre os dados clínicos e os elementos teóricos previamente apresentados.
2026 marca os 10 anos do Instituto Freedom. Uma década dedicada a expandir e difundir a Psicologia Analítica, conectando teoria, clínica e cultura. O Freedom Day 2026 será uma celebração especial dessa trajetória e um marco para refletirmos sobre os vínculos que sustentam nossa vida psíquica e coletiva.
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Não perca a oportunidade de participar da edição que celebra os 10 anos do Instituto Freedom.
FREEDOM DAY 2026
O encontro que inspira, conecta e transforma.
2º LOTE – VAGAS LIMITADAS!
Vagas Limitadas
Vagas Limitadas
2 Ingressos
Local do evento:
Hotel Pullman – Vila Olímpia – São Paulo
Perguntas Frequentes
O Freedom Day 2026 será realizado nos dias 14 e 15 de março de 2026, das 9h às 19h. Check-in a partir das 8h.
Haverá um coquetel na sexta, dia 13/3, às 19 horas (local a definir) para os participantes do ingresso VIP.
O evento acontecerá presencialmente no Hotel Pullman em São Paulo, localizado na Rua Olimpíadas, 205 – Vila Olímpia, São Paulo/SP – CEP 04551-000.
Freedom Pass
– Material Didático
– Kit Boas Vindas
– Acesso aos 2 dias de evento
Freedom VIP
– Material Didático
– Kit Boas Vindas
– Acesso aos 2 dias de evento
– Coquetel com os palestrantes no dia 13/03
– Acesso a gravação do evento por 6 meses
O local dispõe de estacionamento pago, com valores tratados diretamente com o hotel.
Sim. Para o conforto de todos os participantes, a palestra internacional contará com tradução simultânea para o português.
Haverá uma cabine de tradução e um ponto específico para retirada dos fones de ouvido.
Atenção: a retirada dos fones só será permitida mediante apresentação de documento físico original com foto.
Documentos digitais (em celular, aplicativo ou foto) não serão aceitos em hipótese alguma.
Sim. Embora o Freedom Day seja um evento presencial, todas as palestras são gravadas e disponibilizadas, exclusivamente, aos participantes da categoria VIP, pelo período de até 6 (seis) meses após o evento.
As palestras internacionais são disponibilizadas com a voz dos tradutores.
Por se tratar de gravação em ambiente aberto, pode haver pequenos ruídos durante a reprodução.
Ao adquirir o ingresso e participar do Freedom Day 2026, o participante declara estar ciente de que o evento será gravado e fotografado em sua totalidade.
A participação implica autorização expressa e gratuita para o uso de sua imagem, voz e nome, captados durante o evento, em materiais de divulgação institucional, educacional e promocional do Instituto Freedom, em qualquer meio de comunicação (digital, impresso ou audiovisual), sem limitação de tempo ou território.
As gravações das palestras e atividades serão disponibilizadas exclusivamente aos participantes da categoria VIP, conforme descrito nas condições do evento.
Sim! Todos os inscritos receberão por e-mail o certificado de participação, no prazo de até 30 dias após o evento.
Em caso de desistência do evento, aplicam-se as seguintes condições:
Cancelamento com até 30 (trinta) dias de antecedência da data do evento: o participante poderá solicitar o reembolso integral do valor pago, mediante envio de whatsapp: https://wa.link/m985rh
Cancelamentos solicitados após esse prazo (menos de 30 dias antes do evento):
não haverá devolução de valores, uma vez que o ingresso garante uma vaga presencial e os compromissos operacionais do evento já estarão assumidos.
Dúvidas: https://wa.link/m985rh