Psicologia Analítica

Mas e o que é a consciência?

Para compreendermos sobre as questões da consciência, devemos perscrutar sobre o entendimento do que seria o consciente. Sobre isso, Jung (2013, p.278) nos dá uma excelente metáfora quando afirma que a consciência poderia ser comparada a um jato de luz, onde somente os objetos que estariam no campo dessa luz estariam no campo da nossa percepção. Ou seja, nossa consciência tem um funcionamento direcionado e limitado, muito ligado às percepções que conseguimos ter. E seguindo seu raciocínio, o que seria do objeto que não estaria iluminado nesse campo de luz? Ele não deixaria de existir, apenas não estaria sendo visto.

A consciência também tem relação com o processo de adaptação no mundo, seus conteúdos estão orientados numa única direção (JUNG, 1994).

Impossível pensar em consciência sem pensar no Eu.

“A consciência, portanto, pode ser muito bem entendida como um estado de associação com o eu. Mas o ponto crítico é o eu. Que entendemos por eu? Apesar da aparente unidade do eu, trata-se evidentemente de um fator altamente compósito e variado, constituído de imagens provindas das funções sensoriais que transmitem os estímulos tanto de dentro como de fora; consiste igualmente em um imenso aglomerado de imagens resultantes de processos anteriores. Todas estas componentes sumamente variadas necessitam de um fator dotado de forte poder de coesão, qualidade esta que já identificamos na consciência. Por isto, parece-me que a consciência é o requisito essencial para o eu. Mas sem o eu é impossível pensar em consciência.” (JUNG, 2013, p. 279)

Referência Bibliográfica

JUNG, Carl G. A Energia Psíquica. Coleção Obra Completa de C. G. Jung. Vol. 8/1. Trad. Mateus Ramalho Rocha. 5 ed. – Petrópolis: Vozes, 1994.

_____ A Natureza da Psique. Coleção Obra Completa de C. G. Jung. Vol. 8/2. Trad. Mateus Ramalho Rocha. 10 ed. – Petrópolis: Vozes, 2013.

Texto: Alessandra M. Esquillaro – CRP 06/97347

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