Psicologia Analítica

Si-mesmo

Ao perceber que há um ponto central que contém a totalidade de cada ser humano, incluindo consciente e inconsciente, Jung denominou esse ponto central de si-mesmo ou Self.

O si-mesmo estaria ordenando o processo de individuação como algo divino, transcendente, que vai além de nossas explicações racionais que partem exclusivamente do ego. Ao mesmo tempo em que exprime um conceito explicável, psicologicamente falando.

Esse ponto central da personalidade seria o início, de onde partimos e ao mesmo tempo para onde vamos, cada um ao seu destino próprio.

Segundo Jung (2008, p. 112)

Dei a este ponto central o nome de si-mesmo (Selbst). Intelectualmente, ele não passa de um conceito psicológico, de uma construção que serve para exprimir o incognoscível que, obviamente, ultrapassa os limites da nossa capacidade de compreender. O si-mesmo também pode ser chamado o “Deus em nós”. Os primórdios de toda nossa vida psíquica parecem surgir inextricavelmente deste ponto e as metas mais altas e derradeiras parecem dirigir-se para ele. Tal paradoxo é inevitável como sempre que tentamos definir o que ultrapassa os limites de nossa compreensão. Espero ter esclarecido suficientemente o leitor atento para poder acrescentar que o si-mesmo está para o eu, assim como o sol está para a terra. Ambos não são permutáveis. Não se trata, porém, de uma deificação do homem ou de uma degradação de Deus. O que está além da compreensão humana é, por isso mesmo, inalcançável.

 

A psicologia de Jung se relaciona com o que temos de mais simples em nossa vida, com o cotidiano, ao mesmo tempo em que aborda o que vai além, o que amplia, o que transcende. Os opostos sempre presentes.

Esse caminho, essa visão tem o potencial de transformar vidas, indivíduos, mundos. O momento clama por essas transformações.

Participe com a gente desse movimento.

 

Referência Bibliográfica

JUNG, Carl G. O Eu e o Inconsciente. Coleção Obra Completa de C. G. Jung. Vol. 7/2. Trad. Dora Ferreira da Silva. 21 ed. – Petrópolis: Vozes, 2008.

Texto: Alessandra M. Esquillaro – CRP 06/97347

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